Foto: divulgação

Com sua rica herança africana e papel fundamental na história do Brasil, o Rio de Janeiro é um território pulsante de memória negra, resistência cultural e ancestralidade viva. Nesse contexto, o afroturismo vem ganhando força como uma forma de valorizar as raízes africanas da cidade e conectar visitantes à verdadeira essência do Rio.

A Diaspora.Black, plataforma referência em experiências afrocentradas, oferece roteiros exclusivos que percorrem lugares simbólicos da história afro-brasileira, dos bastidores das escolas de samba ao coração do Centro Histórico. “O Rio de Janeiro é onde o samba nasce, vive e resiste. A proposta dessas experiências é proporcionar uma imersão profunda, com protagonismo negro e autenticidade em cada etapa do percurso”, destaca António Pita, COO e cofundador da startup.

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Há diversos roteiros disponíveis, dentre alguns, estão as rotas que passam por espaços emblemáticos como a Pedra do Sal, berço do samba carioca e símbolo da diáspora africana, barracões quadras de escolas de samba, o Museu do Samba, além de bares tradicionais onde o ritmo ainda ecoa com força. Os tours também contemplam o circuito histórico da Cinelândia e do bairro de Santa Teresa, conectando a herança cultural afro-brasileira à arte, à gastronomia e à boemia carioca. No Centro Histórico, o roteiro conduz os visitantes por monumentos como o Mosteiro de São Bento, Igreja da Candelária, Paço Imperial, Arco do Teles Praça XV, resgatando narrativas invisibilizadas da história oficial.

Os roteiros de afroturismo disponíveis promovem uma reconexão com os valores civilizatórios africanos presentes na cultura, na musicalidade, na tradição e na espiritualidade vividas na cidade. As atividades são conduzidas por guias negros e negras profundamente conectados ao território e à sua história, garantindo uma experiência genuína, sensível e transformadora.

A startup também se destaca por sua atuação sustentável e compromisso com a economia criativa local. Os roteiros são desenvolvidos em parceria com artistas, artesãos, produtores culturais e empreendedores negros, fomentando renda e fortalecendo as comunidades que mantêm viva a cultura afro-brasileira no Rio. “O afroturismo é uma ferramenta de empoderamento econômico, valorização cultural e construção de futuro. É uma forma de ocupar a cidade com consciência e orgulho”, afirma Pita.