Foto de Florian K. na Unsplash

A Copa do Mundo de 2026 não movimentou apenas os estádios e as torcidas. A competição também abriu espaço para que países pouco conhecidos pelo grande público conquistassem visibilidade internacional e despertassem a curiosidade de turistas em busca de novos destinos.

A inédita participação de seleções como Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão colocou esses países no centro das atenções durante o torneio. Além do desempenho dentro de campo, as transmissões e a cobertura internacional ajudaram a revelar paisagens, patrimônios históricos e experiências culturais que passaram a integrar o imaginário de muitos viajantes.

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Especialistas em turismo apontam que grandes eventos esportivos costumam funcionar como vitrines para destinos emergentes, ampliando o interesse por lugares que antes apareciam pouco nos roteiros internacionais.

Cabo Verde: praias, esportes aquáticos e cultura africana

Localizado na costa oeste da África, Cabo Verde é formado por dez ilhas vulcânicas banhadas pelo Oceano Atlântico.

O arquipélago vem ganhando destaque entre turistas interessados em praias de águas cristalinas, resorts, esportes náuticos e paisagens que combinam dunas, montanhas e formações vulcânicas. As ilhas do Sal e da Boa Vista concentram boa parte da infraestrutura turística, enquanto destinos como São Vicente e Santo Antão atraem visitantes em busca de cultura, música e trilhas.

Outro diferencial é a influência da herança africana e portuguesa, presente na gastronomia, na arquitetura e nas manifestações culturais do país.

Curaçao reúne praias caribenhas e centro histórico colorido

No sul do Caribe, Curaçao é conhecido pelas praias de águas azul-turquesa e pelo centro histórico de Willemstad, reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO.

Além dos tradicionais passeios de mergulho e snorkel, o destino oferece uma combinação entre arquitetura colonial holandesa, gastronomia multicultural e vida noturna movimentada.

Outro atrativo é a facilidade de deslocamento pela ilha, que reúne praias, parques naturais e pequenas enseadas em trajetos relativamente curtos.

Jordânia combina história, deserto e experiências culturais

No Oriente Médio, a Jordânia figura entre os destinos que mais despertam interesse entre viajantes apaixonados por história.

O principal cartão-postal é Petra, cidade esculpida em rochas de arenito e considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Mas o país vai muito além.

O deserto de Wadi Rum, conhecido por suas paisagens avermelhadas, oferece experiências de hospedagem em acampamentos e observação do céu. Já o Mar Morto proporciona uma das experiências mais curiosas do turismo mundial: flutuar naturalmente em suas águas devido à alta concentração de sal.

A capital Amã completa o roteiro com mercados tradicionais, sítios arqueológicos e uma gastronomia marcada por pratos típicos da culinária árabe.

Uzbequistão resgata a história da Rota da Seda

Pouco conhecido pelos brasileiros, o Uzbequistão vem se consolidando como um dos destinos culturais mais interessantes da Ásia Central.

O país abriga cidades históricas como Samarcanda, Bukhara e Khiva, importantes centros comerciais da antiga Rota da Seda. Mesquitas, madrassas, palácios e mercados preservam séculos de história e impressionam pela arquitetura islâmica.

Nos últimos anos, o governo uzbeque investiu em infraestrutura turística, transporte ferroviário de alta velocidade e facilidades para visitantes internacionais, tornando o país mais acessível para quem deseja explorar a região.

Grandes eventos impulsionam o turismo

Não é a primeira vez que uma Copa do Mundo influencia o interesse por determinados destinos. Países-sede e seleções que ganham destaque costumam registrar aumento na procura por informações turísticas durante e após a competição.

Esse movimento ocorre porque o esporte desperta curiosidade sobre aspectos culturais, gastronômicos e históricos das nações participantes, incentivando viajantes a considerar novos roteiros que antes estavam fora do radar.

No caso da edição de 2026, a presença inédita dessas seleções ampliou a visibilidade de regiões pouco exploradas pelo mercado brasileiro e mostrou que o futebol pode servir como porta de entrada para conhecer diferentes culturas.