O Conselho de Administração da Air Canada anunciou que seu atual CEO, Michael Rousseau, irá se aposentar até o final do terceiro trimestre de 2026. O executivo, que soma quase duas décadas de atuação na companhia, seguirá no cargo até a conclusão do processo de transição e continuará como membro do Conselho.
A movimentação ocorre dentro de um planejamento estruturado de sucessão, conduzido há anos pela empresa. Como parte dessa estratégia, a Air Canada desenvolve, há mais de dois anos, um programa interno voltado à formação de executivos de alto potencial, ao mesmo tempo em que iniciou, em janeiro deste ano, uma busca global por novos candidatos com experiência e competências alinhadas à liderança da companhia.
Com sede em Montreal, no Canadá, a Air Canada é considerada uma das principais companhias aéreas do mundo e integrante da Star Alliance. Entre os critérios avaliados para a escolha do novo CEO está, inclusive, a capacidade de comunicação em francês, refletindo a importância do idioma no contexto institucional da empresa.
Segundo o presidente do Conselho de Administração, Vagn Sørensen, a trajetória de Rousseau é marcada por contribuições relevantes em momentos estratégicos para a companhia. “Somos gratos pela liderança firme demonstrada não apenas na condução da empresa durante períodos desafiadores, como a crise financeira de 2007-2008 e a pandemia de COVID-19, mas também na captura de oportunidades importantes”, destacou.
Entre os avanços citados estão a aquisição do programa de fidelidade Aeroplan, o fortalecimento da estrutura financeira e a evolução de iniciativas voltadas à experiência do cliente e ao bem-estar dos colaboradores.
Rousseau também destacou o orgulho de sua trajetória à frente da empresa e reforçou seu compromisso com uma transição eficiente. “Foi uma grande honra trabalhar com uma equipe tão talentosa e representar a Air Canada em fóruns globais do setor”, afirmou o executivo, que também atua em entidades como a International Air Transport Association (IATA).
O processo de sucessão conta com o apoio das consultorias internacionais Egon Zehnder e Korn Ferry, que auxiliam na identificação e avaliação de candidatos em âmbito global. A expectativa é que a escolha do novo líder seja concluída até o prazo previsto para a saída de Rousseau, garantindo continuidade à estratégia e às operações da companhia.















