Minas Gerais deve registrar uma das maiores taxas de ocupação hoteleira dos últimos anos durante o Carnaval de 2026. Segundo levantamento da Data AMIHLA, da Associação Mineira de Hotéis de Lazer, a média estadual deve chegar a 98,11%, o maior índice para o período nos últimos cinco anos.
Até o momento, 60,6% das reservas já estão confirmadas, e o setor aposta em forte demanda de última hora — comportamento comum em anos anteriores. O cenário é impulsionado pela expectativa do Governo de Minas de 14,9 milhões de foliões circulando pelo estado, acima dos 13,2 milhões de 2025.
Para Alexandre Santos, presidente da AMIHLA, o crescimento reflete tanto a força do Carnaval de Belo Horizonte quanto a consolidação dos hotéis de lazer como alternativa para quem busca conforto e experiências mais tranquilas. “O Carnaval se tornou uma data central para a hotelaria mineira, com alta previsibilidade e ocupação recorrente”, destaca.
Belo Horizonte lidera procura
Na região Centro-Sul da capital, onde se concentram os principais blocos e eventos, a expectativa é de 100% de ocupação nos dias mais movimentados da folia. O bom desempenho também se estende aos hotéis da Região Metropolitana, beneficiados pela expansão do Carnaval de rua.
Hotéis de lazer ganham força no feriado
Empreendimentos em regiões como Serra do Cipó, Sul de Minas e arredores de BH registram crescimento na procura, especialmente por famílias e grupos que preferem descansar longe da folia urbana.
É o caso do Parque do Avestruz Eco Resort, que aposta em programação temática de Carnaval e projeta entre 95% e 98% de ocupação. Segundo a direção do resort, cresce a busca de moradores da própria região metropolitana por alternativas de lazer no feriado prolongado.
Perfil do turista do Carnaval de BH
De acordo com a AMIHLA, o público do Carnaval de Belo Horizonte é majoritariamente jovem, formado por casais sem filhos e foliões de cidades num raio de até 350 km. A permanência média é de três dias, o que amplia o impacto econômico para hotelaria, bares, restaurantes, transporte e comércio. Para o setor, o Carnaval se consolida como vitrine estratégica do turismo mineiro. “Mais do que alta ocupação, buscamos fortalecer a imagem de Minas como destino atrativo o ano inteiro”, conclui Alexandre Santos.














