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A Avion Express, companhia aérea de origem europeia com atuação global, marcou presença na ABAV Expo 2025 apresentando um modelo inovador de negócios no setor aéreo brasileiro. A empresa, que obteve sua certificação como linha aérea 121 no Brasil em fevereiro deste ano, aposta em um formato B2B que oferece aeronaves adicionais e serviços de charter para companhias aéreas e operadores turísticos — uma solução já consolidada na Europa e que chega agora à América do Sul.

“Somos uma linha aérea que trabalha exclusivamente com outros players do mercado. Nosso foco é fornecer aeronaves para linhas aéreas e também operar voos charter sob demanda”, explica Esteban Auregui, CEO da Avion Express. “O Brasil é o primeiro país da América do Sul onde estamos estabelecendo essa operação. Fazemos parte de um grande grupo europeu, com empresas também na Ásia, e agora trazemos essa expertise para o mercado local.”

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Flexibilidade e capacidade sob demanda

O modelo de negócio da Avion Express oferece flexibilidade total de capacidade aérea às companhias, permitindo que ampliem suas operações durante períodos de alta demanda — sem a necessidade de adquirir ou manter aeronaves o ano inteiro.

“Na Europa, trabalhamos com grandes grupos turísticos, como a TUI, que tem sua própria companhia aérea. No verão, quando a demanda cresce, eles precisam de dez, quinze aviões extras. Nós fornecemos essas aeronaves por quatro, cinco ou seis meses, o tempo da temporada. Quando ela termina, os aviões voltam para nós, e buscamos novos mercados. É um modelo eficiente, rentável e muito adaptável”, detalha Esteban.

Oportunidades no Brasil e parcerias estratégicas

Durante a ABAV Expo, a Avion Express aproveitou para estreitar laços com companhias aéreas e operadoras de turismo brasileiras, com o objetivo de oferecer soluções personalizadas. O CEO destaca que o país vive um momento de reestruturação e retomada no setor aéreo, o que cria espaço para novas formas de operação.

“Estamos vendo uma demanda reprimida. A Gol saiu recentemente da recuperação judicial, a Azul enfrenta desafios, e a Latam tem limitações de frota. Há destinos e projetos que não estão sendo atendidos — e é aí que entramos”, explica Esteban.

Além das parcerias com companhias aéreas, a empresa também está aberta a colaborações diretas com agências e governos estaduais, especialmente para projetos sazonais, eventos e operações especiais. “O Brasil é um país com enorme potencial. Tem eventos, turismo, economia criativa e capacidade produtiva. Muitas vezes, a linha aérea tradicional não consegue atender tudo. Nós podemos entrar com operações específicas, de um ou dois meses, sob medida para cada demanda”, complementa o executivo.