O debate em torno da taxa de turismo em Jericoacoara ganhou novos capítulos nesta semana, marcado por manifestações da comunidade local e pela contestação de informações divulgadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara e os Conselhos Comunitário e Empresarial da Vila confirmaram que o julgamento sobre a legalidade da cobrança da taxa, inicialmente marcado para esta terça-feira (23) no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), em Recife (PE), foi adiado para o dia 21 de outubro de 2025. A decisão partiu exclusivamente da 2ª Turma do TRF5.
Contestação ao ICMBio
Na nota oficial, as entidades locais repudiaram “a lamentável tentativa do ICMBio de confundir a comunidade”, após o órgão ter divulgado, em um grupo de mensagens, que estaria em construção uma proposta de conciliação com a Prefeitura e os Conselhos. Além disso, segundo a nota, o ICMBio teria informado que havia solicitado o adiamento do julgamento — informação que não consta nos autos do processo até a manhã de segunda-feira (22).
A ausência de qualquer posicionamento oficial do ICMBio em seus canais de comunicação também foi criticada pelas lideranças da Vila, que classificaram a ação como uma tentativa de desmobilização da manifestação organizada para o sábado (20).
Em nota, as lideranças afirmaram: “Reiteramos nossos esforços conjuntos em seguir na defesa do livre acesso à Vila de Jericoacoara. Não aceitaremos tentativas de desinformar ou desmobilizar a comunidade.”
Manifestações continuam
Os protestos contra a taxa de turismo seguem programados para os próximos dias, com a participação de moradores, empresários e representantes da sociedade civil organizada. A expectativa é de que o adiamento do julgamento até outubro mantenha o clima de mobilização e pressione pela busca de soluções que conciliem preservação ambiental e desenvolvimento turístico sem onerar os visitantes.















