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 A Buser está investindo em tecnologia para evitar acidentes nas estradas. A plataforma anunciou uma expansão na instalação de equipamentos como câmeras inteligentes com sensor de fadiga e telemetria em veículos parceiros, para monitoramento e controle de velocidade. Pioneira na incorporação da inteligência artificial com esse fim no transporte rodoviário de passageiros, a startup tem expandido a frota parceira equipada ano a ano e, para garantir que os equipamentos sejam assertivos na prevenção de problemas.

A Buser prioriza instalar em veículos que fazem as chamadas rotas de risco – ligações que passam por rodovias com histórico de acidentes – ou rotas longas – que são as viagens com mais de 460 Km ou horas de duração. No último ano, a empresa aumentou em 25% a cobertura de trechos desse tipo com veículos equipados, chegando em 95% deles com pelo menos um item.

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Minas Gerais é um dos focos nesse sentido. Os grupos saindo do estado mineiro, por onde passam rodovias como a BR-040 (Nova Lima) e a BR-116 (Manhuaçu), já estão com 80% dos veículos equipados – incluindo tanto o sistema de telemetria quanto as câmeras. As rotas Governador Valadares (MG) – São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG) – Brasília (DF), por exemplo, já estão com 100% da frota parceira equipada. Outros exemplos com alto percentual de equipamentos instalados são Belo Horizonte (MG) – Niterói (RJ), Belo Horizonte (MG) – Uberlândia (MG), Belo Horizonte (MG) – Ipatinga (MG), Belo Horizonte (MG) – Caldas Novas (MG), Montes Claros (MG) – São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG) – Vitória (ES).

Desde 2022 a empresa utiliza dados públicos da Polícia Rodoviária Federal para mapear rotas perigosas, o que serve de base na hora da instalação dos itens.

 “A segurança é um pilar estratégico para a Buser, sendo uma das premissas fundamentais para o funcionamento do negócio. A empresa entende que é tão responsável quanto as empresas de transporte parceiras que atuam com a gente, por isso investimos continuamente em uma série de medidas para garantir a segurança dos passageiros”, afirma Mauricio Januário, Gerente de Segurança Operacional da Buser.

Como funciona

A Buser investe em dois tipos de tecnologia: as câmeras inteligentes e a telemetria. As câmeras integram um sistema 3 em 1. O equipamento conta com um sensor anticolisão que detecta a tendência de aproximação de veículos. Outro sensor monitora quando o motorista troca de pista sem sinalização. E o terceiro identifica sinais de cansaço, sonolência ou desatenção dos condutores, monitorando o tempo de piscada e desvios no olhar.

Como funciona na prática: o sistema emite avisos sonoros para o motorista, dentro da cabine. Toda vez que são emitidos alertas do mesmo tipo por minuto, a central da Buser é notificada para providenciar um alerta extra ao condutor e, eventualmente, providenciar a substituição do motorista. O tempo médio entre a constatação do problema e a resolução leva cerca de um minuto. A plataforma também notifica a empresa parceira sobre o ocorrido. O sistema das câmeras está presente em quase 50% da frota parceira e a Buser segue expandindo as instalações, para poder ter cada vez maior cobertura dos itens por quilômetro rodado.

Além das câmeras, ela investe no sistema de telemetria veicular, tecnologia que permite monitorar e coletar dados dos ônibus em tempo real, identificando oportunidades de treinamento e melhoria. A startup utiliza o equipamento para monitorar a condução dos motoristas de ônibus, identificando comportamentos de risco, como excesso de velocidade e frenagens bruscas. Quando o condutor ultrapassa 90 km/h, por exemplo, um alerta sonoro é acionado. Se isso se repetir, o motorista pode receber uma advertência e a empresa é multada.

Monitoramento e parceiros preparados

Além de investir em novas tecnologias, a Buser conta com uma estrutura de monitoramento que envolve quase 100 pessoas (incluindo profissionais das áreas de Qualidade, Risco e Segurança) e funciona 24 horas por dia nos sete dias da semana. “A inteligência artificial não faz tudo sozinha. Precisamos interpretar os dados corretamente, programar e analisar. Não basta instalar o equipamento, precisamos ensiná-lo a parametrizar os comportamentos corretamente, como programar os tempos de piscada e desvios no olhar, no caso das câmeras com sensores de fadiga. É a partir desses indicadores de comportamento no volante que tomamos medidas preventivas para evitar que ocorra um acidente”, explica Maurício Januário, gerente de Segurança na Buser.

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