O Museu Casa das Rosas é uma excelente opção para quem visita São Paulo - Foto: Divulgação

O Museu Casa das Rosas reabriu suas portas ao público no último dia 28 de outubro. Agora, quem passar por São Paulo poderá incluir no roteiro uma visita ao casarão, a fim de conhecer o edifício com as suas características originais e conferir a exposição inédita “Vivências do Novo”.

A primeira parte da mostra (no pavimento térreo) apresenta diversas instalações com imagens históricas da Avenida Paulista e do Museu como testemunha das transformações urbanas, culturais e artísticas de São Paulo. Já a segunda parte, “Dimensão Cidade” tem a curadoria de Paula Borghi e exibe, no andar superior, obras de 15 artistas contemporâneos: Abigail Campos Leal, Augusto de Campos, Bruno Baptistelli, Cleverson Salvaro, Débora Bolzsoni, Gerty Saruê, Manu Costa Lima, Meliny Bevacqua, Natalie Salazar, Nino Cais, R. Trompaz, Roberto Freitas, Shirley Paes Leme, Thiago Honório e Xadalu Tupã Jekupé.

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A Casa das Rosas é um museu da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciado pela Organização Social de Cultura Poiesis, e o seu restauro recebeu um investimento de R$ 4,2 milhões, custeados pelo Governo do Estado de São Paulo. A obra foi executada pela empresa Estúdio Sarasá Conservação e Restauração.

“O Museu Casa das Rosas renasce com uma nova identidade, preservando sua história de comprometimento com a cultura e a literatura, mas acompanhando tendências contemporâneas e possibilitando novas perspectivas para o futuro. Além disso, o público encontrará um espaço mais acessível, de modo que todos possam vivenciar o que essa instituição museológica tem a oferecer”, informa Marília Marton, secretária estadual da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo de São Paulo.

 UM NOVO MUSEU

Um dos focos da restauração foi a reparação de problemas identificados na estrutura física do imóvel, como rachaduras, infiltrações e melhoria nos sistemas elétricos e hidráulicos. Um detalhe que chama bastante a atenção é a recuperação da aparência original de diversos elementos da Casa.

Entre eles, destacam-se as gárgulas (esculturas características da arquitetura gótica incluídas no alto de edificações), sendo que algumas foram totalmente refeitas por meio de moldes confeccionados a partir de partes das peças originais. Também se destacam os adornos metálicos, como as peças decorativas utilizadas para cobrir os aquecedores utilizados em toda a edificação, que foram recuperados e polidos. E uma atração especial são os papéis de parede nos ambientes da Casa: uma vez revelados com a retirada de camadas de massa e tinta, foi possível reproduzi-los e reaplicá-los; um dos originais, no entanto, pôde ser totalmente restaurado e cuidadosamente retocado à mão ao longo de diversos meses.

Para promover ampla acessibilidade, foram realizadas diversas adequações. O banheiro do térreo da antiga residência foi adaptado para pessoas com mobilidade reduzida; foi instalado piso podo tátil ao longo dos ambientes, assim como corrimãos duplos de metal, com placas contendo inscrição em Braille nas escadas, além de sinalização nos pisos para pessoas com baixa visão. Também foi projetada e instalada uma rampa de acesso ao Museu, em total harmonia com o conjunto, localizada ao lado da entrada principal de público.

O elevador foi adequado para pessoas com mobilidade reduzida e agora dará acesso também ao subsolo da Casa, onde se encontra o Acervo Haroldo de Campos, composto pelos mais de 20 mil volumes que pertenciam à biblioteca do poeta, um dos criadores da poesia concreta e patrono do Museu. “Essas melhorias que o público poderá conferir e usufruir são resultados da ampla parceria de 13 anos entre nós e o Governo de São Paulo”, informa Clóvis Carvalho, diretor executivo da Poiesis, OS de Cultura que faz a gestão do Museu.

Além de todas essas novidades, também foi desenvolvida, pela equipe de designers da Poiesis, uma nova identidade visual para o Museu, que marcará este importante momento. “A partir do desafio de reimaginar a Casa das Rosas, o objetivo da nova identidade tem a proposta de situar o museu na contemporaneidade sem deixar de lado a sua história e o seu lugar de atuação. Os elementos arquitetônicos do edifício nortearam o nosso trabalho e em breve o público poderá conhecer o resultado nas redes sociais do museu”, detalha Carla Regina Oliveira, coordenadora de Comunicação da Poiesis.