Aeroporto Santos Dumont - Foto Fernando Frazão/Agência Brasil

O turismo brasileiro perdeu ritmo em maio, influenciado principalmente pelo desempenho do transporte aéreo. Dados divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Índice de Atividades Turísticas (Iatur) recuou 0,4% na comparação com abril, interrompendo parte da recuperação registrada no mês anterior.

Apesar da retração nacional, o Rio de Janeiro apresentou comportamento diferente da maior parte do país. O estado registrou crescimento de 0,1% na comparação mensal e avanço de 1,5% em relação a maio de 2025, figurando entre os principais destaques positivos do levantamento.

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Segundo o IBGE, o principal fator por trás do resultado foi a redução da receita das empresas de transporte aéreo de passageiros, que também impactou o desempenho geral do setor de serviços. Além da aviação, contribuíram para a retração os segmentos de transporte rodoviário de cargas e logística.

Mesmo com a desaceleração em maio, o turismo continua acima dos níveis observados antes da pandemia. O índice permanece 10,8% acima do patamar de fevereiro de 2020, embora ainda esteja 2,5% abaixo do recorde histórico registrado em dezembro de 2024.

Transporte aéreo pesa nos indicadores

A Pesquisa Mensal de Serviços também mostra que o setor de transportes recuou 1% em maio frente a abril. Dentro desse grupo, o transporte aéreo apresentou queda de 5,1% na comparação mensal e retração de 20,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.

O volume de transporte de passageiros também caiu 1,3% em maio, devolvendo parte do crescimento observado em abril. Já o transporte de cargas recuou 0,2%, registrando o terceiro resultado negativo consecutivo.

Rio de Janeiro vai na contramão

Entre os 17 estados pesquisados pelo IBGE, 13 registraram queda da atividade turística em maio. As maiores retrações foram observadas em São Paulo (-0,5%), Santa Catarina (-2,8%), Pernambuco (-2,6%) e Paraná (-1,5%). Em sentido oposto, Minas Gerais (1,4%), Rio de Janeiro (0,1%) e Distrito Federal (0,4%) apresentaram crescimento no mês.

Na comparação com maio de 2025, o cenário também evidencia desempenhos distintos entre os estados. Enquanto doze unidades da federação apresentaram retração, Bahia (7,7%) e Rio de Janeiro (1,5%) lideraram os resultados positivos, seguidos por Espírito Santo (3,5%), Mato Grosso (4,3%) e Rio Grande do Sul (1,0%).

Embora o resultado de maio represente uma desaceleração, o turismo brasileiro segue em um patamar superior ao registrado antes da pandemia. Para o mercado, os números reforçam a importância do transporte aéreo no desempenho da atividade turística e indicam que a evolução da demanda por voos continuará sendo um dos principais fatores para o comportamento do setor ao longo do segundo semestre.