Rebecca Meadows - Foto: Divulgação

A TAAG Angola Airlines vive um momento de expansão da malha internacional e já avalia ampliar a oferta de voos no Brasil. Em entrevista ao TurisNews durante a ABAV Expo 2026, em São Paulo, Rebecca Meadows, country director da TAAG no Brasil, afirmou que os voos partindo do mercado brasileiro registram ocupação entre 80% e 85%, chegando a 100% em determinados dias.

O desempenho já pressiona a companhia por mais capacidade.

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“Os voos estão bem cheios aqui do Brasil. Já estamos com 80%, 85% de ocupação e, em alguns dias, 100%. Então já estão pedindo novas frequências”, afirmou.

Segundo Rebecca, existe a expectativa de aumento das frequências ainda em 2026, embora a companhia não tenha definido uma data. A ampliação dependerá, entre outros fatores, da disponibilidade de tripulação.

Brasil já é terceiro maior mercado da TAAG

O desempenho ganha ainda mais relevância dentro da estratégia global da companhia. Segundo Rebecca, desconsiderando o mercado doméstico de Angola, Portugal ocupa a primeira posição entre os mercados internacionais da TAAG, seguido pelo Brasil.

“O Brasil já é o próximo mercado depois de Portugal”, destacou.

A companhia vem ampliando sua atuação internacional à medida que incorpora novas aeronaves e aumenta a disponibilidade de tripulação.

Entre as novidades apresentadas durante a ABAV, Rebecca destacou a expansão da rede africana, com novas operações previstas para Senegal e Cabo Verde até o fim do ano.

A TAAG também iniciou neste ano a operação para Abidjan, na Costa do Marfim. A rota começou em abril e amplia as possibilidades de conexão entre passageiros brasileiros e a África Ocidental por meio de Luanda.

Outro movimento da companhia é a expansão em direção à Ásia, com Guangzhou, na China. Segundo Rebecca, a demanda pela operação chinesa já levou a TAAG a trabalhar com a perspectiva de ampliar a oferta.

Luanda ganha força como ponto de conexão

Mais do que transportar passageiros entre Brasil e Angola, a estratégia da TAAG passa por fortalecer Luanda como ponto de conexão para diferentes mercados internacionais.

A ampliação da malha africana permite que o passageiro brasileiro utilize a operação São Paulo–Luanda como porta de entrada para outros destinos do continente.

Ao mesmo tempo, a companhia vem acrescentando serviços à jornada do passageiro. Rebecca citou durante a entrevista um acordo com a Hertz para atender passageiros em trânsito em Luanda.

Outra parceria envolve a Kolet, empresa de eSIM, ampliando as opções de conectividade digital durante as viagens.

Segundo a executiva, essas iniciativas fazem parte de um processo mais amplo de desenvolvimento da companhia e de aprimoramento da experiência oferecida aos passageiros.

Com novos destinos, renovação de frota e alta ocupação no Brasil, a expectativa agora se volta para a possibilidade de aumento da capacidade entre São Paulo e Luanda.

“A TAAG basicamente está aumentando o número de frequências e os destinos”, resumiu Rebecca.

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