O vice-governador Geraldo Júnior, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e outras autoridades participaram da abertura do evento - Foto: Divulgação

Desta sexta-feira (3) até domingo (5), personalidades de culturas negras da diáspora e de cor de todo o mundo se reúnem para discutir arte, afrofuturismo e tecnologia, no Centro de Convenções de Salvador. O festival internacional Liberatum – que acontece pela primeira vez na América do Sul, com patrocínio do Governo da Bahia – foi aberto com a presença do vice-governador Geraldo Júnior, da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e outras autoridades. A expectativa é de que o evento reúna cerca de 14 mil pessoas. 

Margareth Menezes compôs a primeira mesa do dia, onde falou sobre a construção da sua carreira. Na ocasião, ela lembrou que o acesso ao curso de teatro, na escola, foi o que a conectou com as artes e mostrou possibilidades para o futuro. “A arte e a cultura geram uma visão de coletividade e podem ser usadas como ferramentas para emancipar e dar oportunidade para que os jovens se desenvolvam nos seus contextos”, frisou.

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Idealizador do festival, Pablo Ganguli explica que ele quer, com o projeto, encorajar pessoas a sonhar: “não existe cultura se o povo não tiver acesso à cultura. Hoje, a maioria dos jovens está no celular, na mídia social. E tudo bem. Mas, para a Liberatum, é absolutamente importante exaltar a cultura do lugar onde eles nasceram, com os grandes artistas do mundo inteiro, para criar esse diálogo. Porque o diálogo hoje é fundamental. Sem diálogo, sem ter uma voz, sem ser ouvida, a cultura some. Por isso, para nós, é muito transformador estar aqui, criando um momento, uma plataforma inspiradora para mostrar a riqueza da Bahia, culturalmente, e conectar os grandes ícones de cultura dos outros países com essa cultura da local, dando oportunidade para sonhar”.

A Setur esteve na abertura do festival com um receptivo. Nos três dias, também terão apresentações de Muzenza, das Danças dos Orixás, com o Grupo Tradição, e outras manifestações, que acontecerão, sempre, às 9h e às 14h.  Segundo o secretário Maurício Barcelar, do Turismo, o evento é uma oportunidade de colocar o estado no cenário internacional e promover diálogos sobre a diáspora negra no âmbito global.  “A presença das personalidades negras mundiais que estão aqui na Bahia, já é uma mídia espontânea para o nosso estado, que hoje está nas manchetes dos principais meios de comunicação do mundo. E, com o intercâmbio cultural desses três dias, as pessoas vão poder conhecer ainda mais a nossa cultura afro-brasileira”, celebrou.

Neste sábado (4), o Estado também realiza conversas com o público, por meio dos painéis: “Afrofuturismo – ancestralidade, inovação e transformação”, com a Sema, Secti, Setre, SDE, Sepromi e Seades; “De quem é o papel de promover a diversidade?”, com a Setur, Setre e Secult; e “A consciência do escritor”, com a SEC e Secult.

Nesta primeira edição na Bahia, estarão presentes Viola Davis, Angela Basset e a vocalista Debbie Harry, da banda Blondie, e celebridades nacionais como Alcione, Taís Araújo e Lázaro Ramos. No último dia do evento, também vão acontecer na Praça Visconde de Cairu, no Comércio, apresentações musicais da cantora e compositora Luedji Luna, do cantor Lazzo Matumbi e grupo Ilê Aiyê. O jantar de premiação do festival, este ano, homenageia a cantora brasileira Alcione.