Depois de três anos no prejuízo por conta dos efeitos da pandemia, a indústria aérea voltou a ter perspectivas mais favoráveis globalmente. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (7) pela Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA). Nas projeções divulgadas na quarta-feira (6), a Associação anunciou o fortalecimento de projeções positivas de rentabilidade para as companhias aéreas em 2023, que se estabilizarão em grande parte em 2024. No entanto, espera-se que a rentabilidade líquida global fique bem abaixo do custo de capital nos dois anos. Persistem variações regionais muito significativas no desempenho financeiro.

Segundo as projeções, em 2023, o setor deverá fechar pela primeira vez no azul desde 2019, com lucro líquido de US$ 23,3 bilhões, mais do que o dobro da projeção anterior. Em julho a estimativa era de um lucro líquido de US$ 9,8 bilhões neste ano. O resultado reverte o movimento de perdas em 2022, 2021 e 2020 – este último foi o mais desafiador da indústria, quando o prejuízo totalizou US$ 137,7 bilhões. Em 2024, as aéreas deverão alcançar lucro líquido de US$ 25,7 bilhões.

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Segundo dados da Iata, em média, as aéreas devem fechar este ano com um lucro por passageiro de US$ 5,44. No ano que vem a estimativa é de quase estabilidade, para US$ 5,45 por passageiro.

Em termos de receita, a indústria aérea deverá fechar 2023 em US$ 896 bilhões, alta de 6,9% contra 2019 – primeira vez que o dado pré-pandemia é superado. Para 2024, a estimativa é receita recorde de US$ 964 bilhões.

Ao contrário da média global, a América Latina deve fechar este ano com um prejuízo líquido de US$ 600 milhões – ainda assim uma queda de 84,6% ante as perdas do ano anterior. Para 2024, é esperado um numero negativo em torno de US$ 400 milhões.

Os destaques das previsões ainda incluem:

  • Tanto em 2023 como em 2024, o retorno do capital investido ficará 4 pontos percentuais abaixo do custo do capital, pois as taxas de juros em todo o mundo aumentaram em resposta ao forte impulso da inflação.
  • Os lucros operacionais das companhias aéreas devem atingir 49,3 bilhões de dólares em 2024 versus 40,7 bilhões de dólares em 2023.
  • As receitas totais em 2024 devem subir 7,6% em relação ao ano anterior, atingindo o recorde de 964 bilhões de dólares.
  • O aumento das despesas deve ser de 6,9%, totalizando 914 bilhões de dólares, um pouco abaixo em relação ao ano anterior.
  • Cerca de 4,7 bilhões de pessoas devem viajar em 2024, um recorde histórico que supera o nível pré-pandemia de 4,5 bilhões registrados em 2019.
  • Os volumes de carga deverão ser de 58 e 61 milhões de toneladas em 2023 e 2024, respectivamente.

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