Foto: Acervo

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) divulgou nesta sexta-feira (30), em Genebra, os dados sobre a demanda global de passageiros de abril de 2025. O destaque ficou por conta da demanda total, medida em passageiro pagante por quilômetro (RPKs), que aumentou 8,0% em abril de 2025 em relação a abril de 2024.

A capacidade total, medida em assentos disponíveis por quilômetro (ASKs), aumentou 6,5%. A taxa de ocupação de abril foi 83,6% (+1,1 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024).

Publicidade

A demanda internacional aumentou 10,8% em relação a abril de 2024. A capacidade aumentou 8,5% e a taxa de ocupação foi de 84,1% (+1,7 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024), um recorde para o mês de abril.

A demanda doméstica aumentou 3,3% em relação a abril de 2024. A capacidade aumentou 3,1% e a taxa de ocupação foi de 82,7% (+0,1 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024).

“Abril foi um mês positivo para as viagens aéreas. O crescimento foi maior, principalmente da demanda internacional, que registrou recorde nas taxas de ocupação no mês. O retorno do crescimento do mercado transatlântico é particularmente animador. Mas há alguns sinais de fragilidade na confiança do consumidor e das empresas, com a fraqueza contínua do mercado doméstico dos Estados Unidos e a queda acentuada nas viagens de classe premium na América do Norte”, declara Willie Walsh, diretor geral da IATA.

“Enquanto nos preparamos para a 81ª Assembleia Geral Anual da IATA e a Cúpula Mundial do Transporte Aéreo em Nova Déli, na Índia, destacamos o crescimento do transporte aéreo doméstico da Índia acima de 10%. O desenvolvimento da conectividade aérea da Índia nos últimos anos tem sido fenomenal, lembrando a todos que a conectividade da aviação impulsiona o crescimento e o desenvolvimento”, afirma Walsh.

Mercados Internacionais

O crescimento de RPK internacional foi maior em abril, atingindo 10,8%, em relação ao mesmo período do ano anterior. Todas as regiões apresentaram crescimento, com aumento nas taxas de ocupação em todas as regiões, exceto pela pequena queda na América Latina. A África retomou o crescimento após dois meses de queda, e o RPK internacional na América do Norte cresceu (+5,4%), mas sofreu queda de 26% nas viagens na Primeira Classe e Classe Executiva.

As empresas aéreas da região Ásia-Pacífico apresentaram aumento de 14,4% na demanda em abril de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024. A capacidade subiu 12,7%, com a taxa de ocupação de 85,3% (aumento de 1,3 pontos percentuais em relação a abril de 2024).

Na Europa, houve um aumento de 9,4% na demanda em abril de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024. A capacidade aumentou 7,7%, com a taxa de ocupação de 84,5% (aumento de 1,3 pontos percentuais em relação a abril de 2024).

As empresas aéreas do Oriente Médio apresentaram aumento de 11,2% na demanda em abril de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024. A capacidade subiu 6,6%, com a taxa de ocupação de 83,1% (aumento de 3,4 pontos percentuais em relação a abril de 2024).

As companhias da América do Norte relataram aumento de 5,4% na demanda em abril de 2025 em comparação com abril de 2024. A capacidade subiu 2,6%, com a taxa de ocupação de 83,4% (aumento de 2,2 pontos percentuais em relação a abril de 2024).

As empresas aéreas da América Latina apresentaram aumento de 13,9% na demanda em abril de 2025 em comparação com abril de 2024. A capacidade cresceu 14,6%. E a taxa de ocupação foi de 83,2% (queda de 0,6 ponto percentual em relação a abril de 2024).

As empresas aéreas da África registaram aumento de 13,6% na demanda em abril de 2025 em comparação com abril de 2024. A capacidade aumentou 8,9%, com a taxa de ocupação de 76,3% (aumento de 3,1 pontos percentuais em relação a abril de 2024).

Mercados nacionais de transporte aéreo de passageiros

As viagens aéreas domésticas registraram aumento de 3,3% em relação a abril de 2024 e taxa de ocupação de 82,7% (aumento de apenas 0,1 ponto percentual), impulsionado pela expansão de 3,1% da capacidade. O tráfego doméstico nos Estados Unidos foi o único a apresentar contração (-0,5%) pelo terceiro mês consecutivo, enquanto a Índia e o Brasil expandiram a um ritmo de dois dígitos. A expansão da capacidade da Índia foi ainda maior, causando uma ligeira queda na taxa de ocupação, mas seu PLF ainda é o maior entre os principais mercados domésticos.

LEIA TAMBÉM: IATA aponta prioridades para serviços de apoio em solo