Foto: Acervo

O dólar voltou ao centro das atenções nesta sexta-feira (18), negociado próximo de R$ 5,15. Para quem planeja uma viagem internacional, a movimentação renova uma dúvida frequente: é melhor comprar a moeda agora ou esperar uma possível queda?

A resposta depende principalmente da data da viagem e do orçamento disponível. Como as oscilações do câmbio são difíceis de prever, uma das estratégias mais utilizadas é dividir a compra em diferentes momentos. Dessa forma, o viajante forma uma cotação média e reduz o risco de adquirir todo o valor justamente em um dia de alta.

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Na quinta-feira (17), a cotação de venda do dólar comercial encerrou o dia em R$ 5,1521, segundo o Banco Central. Esse valor, porém, não é necessariamente o mesmo encontrado pelo consumidor em bancos, corretoras e casas de câmbio.

Dólar comercial não é dólar turismo

O dólar divulgado diariamente pelo mercado é o comercial, utilizado como referência em grandes operações financeiras. Para viagens, o consumidor encontra o dólar turismo, que incorpora custos operacionais e a margem da instituição responsável pela venda.

Além da cotação, é necessário observar o spread cambial — diferença entre o valor de referência da moeda e o preço efetivamente cobrado —, o IOF e eventuais tarifas. Por isso, a alternativa aparentemente mais barata nem sempre terá o menor custo final.

Antes da compra, o viajante deve comparar quanto pagará por cada dólar já com todos os encargos incluídos.

Comprar aos poucos pode reduzir riscos

Para quem viajará nos próximos meses, fazer compras periódicas pode ajudar a organizar o orçamento. Em vez de tentar acertar o menor valor da moeda, o passageiro distribui a conversão ao longo do tempo e evita deixar toda a operação para a véspera do embarque.

Quem já possui gastos definidos, como hospedagem, passeios ou aluguel de carro, também pode converter antecipadamente parte do valor necessário. Uma reserva adicional deve ser considerada para alimentação, transporte e imprevistos.

Já o viajante com embarque próximo possui menos espaço para esperar uma queda e precisa priorizar a segurança do planejamento.

Dinheiro, cartão ou conta internacional?

Não existe uma única forma de pagamento adequada para toda a viagem. Levar uma pequena quantia em espécie pode ser útil para despesas imediatas, enquanto cartões e contas internacionais oferecem praticidade e reduzem a necessidade de transportar grandes volumes de dinheiro.

O cartão de crédito tradicional permite pagar as compras posteriormente, mas o valor em reais pode variar conforme as regras de conversão adotadas pela instituição. Cartões pré-pagos e contas globais permitem conhecer o câmbio no momento da conversão, facilitando o controle dos gastos.

A recomendação é combinar meios de pagamento e não depender de apenas uma alternativa. Também é importante verificar limites, tarifas, impostos e procedimentos para bloqueio ou atendimento no exterior.

Mais do que tentar prever o próximo movimento do dólar, o planejamento deve considerar o custo total da viagem e a capacidade financeira de cada pessoa. A melhor cotação é aquela que cabe no orçamento sem comprometer outras despesas.