Foto: divulgação

O contato com um destino começa também no lugar escolhido para dormir. Na Praia do Preá, no Ceará, os bangalôs do Rancho do Peixe apresentam referências da região na cobertura de palha de carnaúba, na madeira e nos objetos feitos dentro da própria pousada. A proposta é permitir que o visitante reconheça o lugar pelos detalhes da hospedagem.

São 26 bangalôs distribuídos entre a praia e um jardim de coqueiros. As varandas têm redes e espreguiçadeiras, e o afastamento entre as unidades favorece a privacidade. A paisagem acompanha a estadia pelo som do mar, pelo movimento das folhas e pela brisa que atravessa as acomodações.

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Construídos sobre decks suspensos, os bangalôs privilegiam a ventilação natural e dispensam ar-condicionado. Também não têm televisão. A escolha abre espaço para perceber o entorno e experimentar o ritmo do litoral.

Nos interiores, camas, lustres, abajures e pias são produzidos na própria pousada. Funcionários e artesãos locais participam da criação dos ambientes, com materiais regionais e reaproveitados. Cada peça ajuda a construir uma identidade ligada ao Preá e às pessoas que vivem ali.

“Queremos que o hóspede encontre a poesia do lugar nos detalhes: na palha, na madeira, nas peças feitas aqui e no trabalho de quem conhece esses materiais. A poesia gera sentimento, e o sentimento inspira cuidado. Quando essa conexão acontece, o visitante também pode se tornar um aliado na preservação da nossa cultura, das memórias e do meio ambiente”, afirma Morgana Masetti, sócia do Grupo e* e uma das responsáveis pela criação do projeto do Rancho do Peixe.

A experiência permite perceber a cultura local dentro da acomodação. Texturas, formas e técnicas de execução apresentam referências do território e dão ao visitante a oportunidade de conhecer quem está por trás dos objetos que utiliza durante a viagem.

Localizado a cerca de 12 quilômetros de Jericoacoara, o Rancho do Peixe reúne hospedagem, gastronomia e esportes de vento. Nos bangalôs, essa relação com o destino ganha uma escala íntima: está na cama, na luz do abajur, na sombra da cobertura e no vento que entra pela varanda.