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Viajar é, muitas vezes, uma oportunidade de conhecer paisagens que parecem eternas. No entanto, alguns dos destinos mais emblemáticos do mundo podem passar por transformações profundas nas próximas décadas em consequência das mudanças climáticas, da erosão, da elevação do nível do mar e da pressão causada pelo turismo em massa.

O fenômeno conhecido como “last chance tourism”, ou turismo da última chance, tem levado viajantes a visitar lugares considerados vulneráveis antes que suas características sejam alteradas de forma significativa. Especialistas, porém, alertam que esse interesse deve caminhar lado a lado com práticas de turismo responsável para que a visita contribua para a conservação, e não para acelerar os problemas já existentes. Confira alguns dos destinos que estão entre os mais ameaçados do planeta.

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Maldivas

Poucos lugares representam tão bem o paraíso tropical quanto as Maldivas. O arquipélago, formado por cerca de 1.200 ilhas no Oceano Índico, é conhecido pelos bangalôs sobre o mar, praias de areia branca e águas cristalinas.

Mas também está entre os países mais vulneráveis à elevação do nível dos oceanos. Grande parte das ilhas possui apenas alguns metros de altitude acima do nível do mar, tornando-as especialmente suscetíveis aos efeitos das mudanças climáticas.

Veneza, Itália

Construída sobre uma lagoa, Veneza convive há décadas com as chamadas acqua alta, as marés que inundam parte da cidade. Com o aumento do nível do mar e eventos climáticos mais extremos, as enchentes tornaram-se mais frequentes, levando as autoridades italianas a investir em grandes obras de contenção.

Ao mesmo tempo, o destino enfrenta outro desafio: o turismo de massa. Em determinados períodos do ano, milhões de visitantes circulam por suas ruas estreitas, aumentando a pressão sobre a infraestrutura e o patrimônio histórico.

Grande Barreira de Corais, Austrália

Considerado o maior sistema de recifes de corais do planeta, a Grande Barreira de Corais sofre repetidos episódios de branqueamento provocados pelo aumento da temperatura dos oceanos.

Além do impacto ambiental, a perda dos corais afeta diretamente o turismo, já que mergulho e snorkel estão entre as principais atividades da região. A preservação do ecossistema tornou-se uma prioridade para autoridades e pesquisadores.

Geleiras da Patagônia

Na fronteira entre Argentina e Chile, as geleiras da Patagônia atraem visitantes do mundo inteiro pelas enormes formações de gelo. Estudos apontam, porém, que diversas geleiras vêm apresentando retração ao longo das últimas décadas devido ao aumento das temperaturas globais. Embora alguns glaciares ainda mantenham relativa estabilidade, o cenário geral reforça a necessidade de monitoramento e preservação desses ambientes naturais.

Floresta Amazônica

Maior floresta tropical do mundo, a Amazônia desempenha papel fundamental na regulação do clima global e abriga uma das maiores biodiversidades do planeta. O avanço do desmatamento, das queimadas e das mudanças climáticas coloca em risco diversos ecossistemas da região. Ao mesmo tempo, cresce o interesse pelo turismo de natureza e pelas experiências ligadas às comunidades locais, que podem contribuir para a valorização e conservação do território quando desenvolvidas de forma sustentável.

Ilhas Galápagos, Equador

Famosas por inspirarem os estudos de Charles Darwin sobre a evolução das espécies, as Ilhas Galápagos enfrentam desafios relacionados às alterações na temperatura dos oceanos e aos efeitos do fenômeno El Niño sobre sua fauna. Para proteger o arquipélago, o número de visitantes é controlado e diversas regras ambientais orientam a visitação.