Aeronave Latam - Foto: Divulgação

A LATAM foi anunciada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) como a companhia aérea com melhor desempenho em Sustentabilidade no Brasil em 2022. O reconhecimento é resultado da 2ª edição do Programa Sustentar, um prêmio criado pela agência reguladora para incentivar o desenvolvimento e aprimoramento de práticas sustentáveis pelos operadores aéreos brasileiros e reforçar o compromisso do setor com o Meio Ambiente e a Sustentabilidade. A cerimônia de premiação foi realizada na tarde desta quarta-feira (21), na sede da ANAC em Brasília (DF), com a presença de executivos da agência e da própria companhia.

Para avaliar as companhias aéreas, a ANAC estabeleceu 28 critérios de análise. Fazem parte dos temas ambientais abordados pelo programa gestão organizacional e educação ambiental, transição energética, eficiência operacional, emissões atmosféricas e recursos naturais. As iniciativas de Sustentabilidade da LATAM foram as que receberam maior pontuação entre as aéreas brasileiras.

Maria Elisa Curcio, diretora de Assuntos Corporativos, Regulatório e Sustentabilidade da LATAM Brasil, reconhece a premiação como resultado direto dos esforços estratégicos da companhia, principalmente nos últimos dois anos, para minimizar os impactos ambientais e se posicionar como um ativo importante para toda a sociedade brasileira.

“Em 2021, renovamos nossa estratégia de Sustentabilidade com metas de curto, médio e longo prazo, e traçamos um caminho para alcançá-las. Transformamos a LATAM em uma das aéreas mais envolvidas não só na agenda de combate às mudanças climáticas, mas também no estabelecimento de um modelo de economia circular e na promoção do desenvolvimento social das comunidades onde atua ao compartilhar seu maior valor, o avião, para encurtar distâncias e fazer a diferença para quem mais precisa.”, afirma Maria Elisa.

Ligia Sato, gerente de Sustentabilidade da LATAM Brasil, recebeu o prêmio em Brasília – Foto: Divulgação LATAM

Avanços em Sustentabilidade da Latam

Em 2022, a LATAM obteve importantes avanços no Brasil em seus três pilares de Sustentabilidade.

No pilar de Mudança Climática, a LATAM foi a primeira aérea do Brasil a utilizar energia elétrica em operações de solo. O projeto-piloto, que contou com mais de R$ 30 milhões em investimentos, foi desenvolvido em parceria com Real Aviation e BH Airport. Com isso, desde 28 de junho de 2022, a operação de Ground Handling de pelo menos 50% de seus voos em Belo Horizonte passou a ser realizada por equipamentos movidos a energia elétrica em vez de diesel. A iniciativa permite deixar de emitir 114 toneladas de CO2 em 12 meses no aeroporto mineiro. Esse volume corresponde ao consumo equivalente de CO2 dos equipamentos movidos a diesel usados para atender a sua operação atual.

No pilar de Economia Circular, em 2022, conseguiu reutilizar no Brasil cerca de 30 toneladas de uniformes usados por meio de parcerias de upcycling (reutilização criativa) e reduzir em 77% o plástico de uso único a bordo, aproximando-se da meta de eliminar todos os plásticos de uso único de seus voos até 2023 e ser uma empresa com zero resíduos para aterros sanitários até 2027.

Já no pilar de Valor Compartilhado, o programa Avião Solidário da LATAM beneficiou 1,4 milhão de pessoas no Brasil somente no ano passado, com a concessão de mais de 700 passagens e o transporte gratuito de mais de 600 toneladas de cargas e de 150 animais de 17 espécies diferentes em emergências de Saúde, Meio Ambiente e Desastres Naturais. Com mais de 10 anos de existência, o Avião Solidário já beneficiou mais de 140 milhões de pessoas no Brasil com o transporte gratuito de mais de 921 toneladas de cargas, 4,6 mil animais e mais de 282 milhões de vacinas contra a Covid-19 para todos os estados brasileiros e o Distrito Federal. O volume de vacinas, aliás, equivale a mais de 70% do total de doses embarcadas pelo setor aéreo dentro do País desde 2020.

Compromisso da Latam com a América do Sul

Em maio de 2021, a LATAM renovou a sua estratégia de Sustentabilidade com metas para alcançar a neutralidade de carbono até 2050, eliminar plásticos de uso único até 2023 e ser um grupo com zero resíduos para aterros sanitários até 2027.

Para isso, na gestão de mudanças climáticas, estabeleceu as seguintes frentes de trabalho: a redução de emissões por meio da eficiência operacional e melhores práticas, aquisição de aeronaves ainda mais eficientes, aquisição de combustíveis mais sustentáveis conforme a disponibilidade de mercado e, como medida complementar, a compensação das emissões por meio da conservação de ecossistemas estratégicos e de alto valor ambiental.

O principal desafio para a descarbonização do setor de aviação é a disponibilidade de Combustíveis Sustentáveis de Aviação (SAF), dado que atualmente a quantidade disponível em nível mundial é limitada devido principalmente à falta de condições necessárias para sua pesquisa, desenvolvimento, produção e distribuição.