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A Azul anuncia que 86% dos detentores dos títulos manifestaram o aceite para troca (exchange offer) de seus títulos com vencimento em 2024 e 2026 (senior notes), para títulos de longo prazo com vencimento em 2029 e 2030, respectivamente.   

De acordo com a estrutura da exchange offer, hoje, 28 de junho, era a data prevista para que os detentores oficializassem sua posição diante da oferta pelo chamado Early Participation Deadline.     

“Essa aceitação agregada é uma manifestação positiva que mostra que a oferta foi muito bem-sucedida. Esse é mais um marco importante no plano de reestruturação da empresa, que atinge seu objetivo e a deixa em uma posição financeira cada vez mais sólida”, explica o CFO da Azul, Alex Malfitani.  

Além da oferta, o plano de estruturação financeira, anunciado pela empresa em março, teve como primeira etapa o acordo com empresas de arrendamento e fabricantes de aeronaves, o que também trouxe uma melhora significativa na geração de caixa da empresa.    

“A cada passo que a empresa dá, o mercado tem correspondido positivamente e nosso cenário se torna mais confortável. E essa aceitação reafirma isso.”   

De acordo com a exchange offer feita em 12 de junho deste ano, os novos títulos contarão com um novo cupom, mais vantajoso do que taxas encontradas atualmente em transações financeiras de empresas de perfil similar, e um pacote de garantia compartilhada de natureza secundária, que permitirá que a Azul utilize este mesmo pacote para celebrar novos acordos de natureza financeira no futuro.      

“Durante o desafiador período dos últimos anos, a Azul foi uma das únicas companhias aéreas do mundo que não recebeu aporte governamental nem buscou o caminho da recuperação judicial para sanar suas dívidas em detrimento de seus parceiros comerciais e investidores. O caminho que escolhemos foi de negociar amigavelmente acordos com todos os nossos stakeholders, garantindo o contínuo sucesso da nossa empresa e gerando resultados benéficos para todos. Assim continuaremos sendo uma das empresas mais rentáveis e das que mais crescem na aviação mundial”, explica Alex Malfitani.