Aeronave Azul em solo para APU Zero - Foto: Divulgação

A Azul Linhas Aéreas anunciou nesta quarta-feira, 24, uma parceria com o Aeroporto de Santos Dumont (SDU), no Rio de Janeiro para reduzir ao máximo o uso do APU durante o momento do embarque e desembarque dos voos da companhia. Com essa decisão, o terminal carioca passa a integrar a lista dos 12 aeroportos que já colaboram para reduzir em até 73% o uso de querosene das aeronaves enquanto elas estão em solo.

O Auxiliary Power Unit – ou, em português, Unidade Auxiliar de Energia – é um motor auxiliar, geralmente localizado na cauda de alguns aviões, e que é acionado para manter os sistemas ligados quando a aeronave está em solo. Com o programa e a parceria dos aeroportos, ao pousar no Aeroporto Santos Dumont, os voos da Azul são imediatamente recebidos com fonte externa de energia elétrica e ar-condicionado, garantindo conforto aos Clientes – que embarcam e desembarcam, sem que o APU seja ligado e consuma parte do combustível da aeronave.

Azul já opera APU Zero em outros aeroportos

O programa APU Zero já completou um ano. A primeira base a aderir ao APU Zero em abril de 2022 foi o Aeroporto de Viracopos (VCP).  Atualmente, já são doze bases pelo país: incluindo além de VCP e, agora, o de SDU, os aeroportos de Belém (BEL), Florianópolis (FLN), Curitiba (CWB), Congonhas (CGH), Confins (CNF), Brasília (BSB), Cuiabá (CGB), Recife (REC), Salvador (SSA) e Manaus (MAO).   

Segundo Daniel Tkacz, Vice-Presidente de Operações da Azul, os resultados do APU Zero até agora têm estimulado cada vez mais o crescimento do programa e o interesse de novos aeroportos por onde circulam os mais de 900 voos da companhia diariamente. “O uso de APU em solo, nas bases que adotam o nosso programa, caiu de 42%, em abril do ano passado, para 14%, em abril. E isso resultou em uma diminuição de 73% no combustível consumido em solo –o que evitou a emissão de 49 mil toneladas de CO2 na atmosfera. Só em nossa base de SDU, a previsão é de que o uso de APU – que hoje é de 45%– caia em breve para 7%”, explica Tkacz.