Jurema Monteiro (ABEAR), Rodrigo Rollemberg (MDIC), Jaqueline Brito (ABEAR), Marcelo Dourado (MDIC) e Marcelo Pedroso (IATA) - Foto: Agência Abear

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) e a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) se reuniram na última sexta-feira (7) com o secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rodrigo Rollemberg, e com o diretor de Descarbonização e Finanças Verdes, Marcelo Dourado, para discutir o atual cenário de descarbonização do setor aéreo, especialmente na produção em larga escala do Combustível Sustentável de Aviação (SAF, em inglês) no Brasil e a regulação do mercado de crédito de carbono.

Entre os pontos abordados, foram apresentados os compromissos internacionais assumidos pelo setor aéreo para descarbonização (NET Zero até 2050) e as medidas que são necessárias para o alcance das metas ambientais. A ABEAR e a IATA destacaram as iniciativas que as empresas aéreas já realizam para a redução de emissões, como o teste de rotas neutras e a adoção de novas tecnologias para maior eficiência operacional, mas reforçaram o papel do Governo Federal para que o Brasil tenha uma política voltada para o tema.

“A regulamentação do mercado de crédito de carbono e o incentivo para a produção em larga escala do SAF são medidas fundamentais para de fato termos uma agenda de descarbonização e sustentabilidade na aviação. Incentivando o SAF endereçamos grande parte disso, pois 65% das reduções de emissões do setor aéreo serão alcançadas com o uso desse tipo de combustível na aviação. Os outros 35% serão alcançados com medidas de compensação, como a captura de carbono, infraestrutura e operações, por isso a forma de compensação pelo uso de créditos também precisa ser clara e aplicável ao setor”, declarou a presidente da ABEAR, Jurema Monteiro.

O secretário Rollemberg colocou o Ministério à disposição e pontuou que considera o SAF e o Hidrogênio Verde dois pilares para a transição energética brasileira. Ele também informou que diversas pastas estão trabalhando no texto do projeto ‘Combustível do Futuro’, e solicitou às associações informações setoriais para contribuir com o posicionamento do MDIC nos fóruns de discussão nacionais e internacionais.

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